Goiânia poderá perder monitoramento ótico

A partir de amanhã (18), a cidade de Goiânia poderá ficar sem as 37 câmeras que fazem o monitoramento de pontos estratégicos na cidade. Isso porque amanhã é o último prazo dado pela Novácia – Tecnologia e Telecomunicações, dono dos equipamentos, para que a Secretaria de Segurança Pública e Justiça do estado de Goiás (SSPJ) pague o valor de R$ 448 mil referente a nove meses de serviços prestados ao Estado. O valor é apenas parte da dívida que, no total, é de R$ 1,118 milhão, correspondente a 21 meses de trabalho.

O proprietário da empresa, Silvio Antônio de Castro, afirmou por telefone à reportagem que, “se até o dia 17 não tivermos recebido o pagamento, no dia 18 já paralisaremos a comunicação de dados das câmeras”. Atualmente, o serviço de videomonitoramento é utilizado pela Polícia Militar (PM) e, de acordo com ele, tem ajudado na redução da criminalidade em localidades como as avenidas Bernardo Sayão e 24 de Outubro, na região do Setor Campinas, por exemplo. Outras câmeras estão espalhadas pelas avenidas Goiás, Araguaia, Anhanguera e na Fama.

Castro explica que a inadimplência ocorre desde abril de 2011, quando a SSPJ fez um contrato emergencial com a Novácia, depois que o contrato com a empresa Sapiens foi encerrado. Esta, por sua vez, foi a vencedora da licitação realizada em 2006 para administrar o serviço de monitoramento, na época. O empresário conta que, depois dos primeiros noves meses de serviço, a então administração da pasta pediu para que a empresa continue com o trabalho. “Informaram que os R$ 448 mil seriam pagos e, no prazo de 30 dias, fariam uma licitação.”



Depois disso, em janeiro de 2012, os serviços ainda não haviam sido oficializados, muito menos o pagamento à empresa. Segundo Silvio Antônio Castro, os funcionários da empresa receberam a ordem de retirar as câmeras de monitoramento das ruas. No entanto, o comandante do policiamento da capital, na época o coronel Sérgio Katayama, disse ao empresário que conversaria com o governador para que a situação fosse regularizada – o que não aconteceu.

Solução

No último da 27, o empresário se encontrou com o novo secretário da SSPJ, Joaquim Mesquita, para discutir sobre o assunto. Na ocasião, o novo titular da secretaria teria dito que em até 30 dias daria um parecer sobre a situação. “Quando o novo secretário assumiu, mandamos um ofício para ele expondo o caso”, comenta. Castro ressalta que teve a informação de que todo o processo relativo ao pagamento de sua empresa já foi concluído e que, agora, a secretaria estaria buscando verbas.

“A nossa prestação de serviço foi de extrema necessidade para a população, daí oferecemos nossos serviços até que a SSPJ fizesse uma licitação. Não queremos deixar a sociedade na mão, são diversos logistas e pessoas que passam diariamente por onde estão as câmeras e elas têm medo de que a criminalidade volte”, frisa.

Retirada

Silvo Antônio Castro diz que o primeiro a ser feito, caso o pagamento não seja realizado, é desligar a transmissão das imagens que são passadas para a PM goiana. Em seguida, retirar o conjunto de equipamentos – formado por câmeras, postes, fiação, rádio comunicador, antena, monitores e controle – das ruas.

Fonte: O Hoje



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